Publicador de Conteúdos e Mídias

31.08.20

Klabin Semeando Educação treina professores no uso das ferramentas digitais e aulas a distância

O “Letramento Digital’ ganhou ainda mais importância com a pandemia do novo
Coronavírus

Paraná, 31 de agosto de 2020 – Uma das consequências da pandemia do
novo Coronavírus foi a necessidade de alunos e de professores utilizarem
muito mais as ferramentas digitais para a continuidade de aulas. Para ajudar
nesse contexto, o programa Klabin Semeando Educação se reinventou na
edição deste ano, que está sendo aplicada em escolas municipais de Telêmaco
Borba, Ortigueira e Imbaú.  Após a suspensão dos encontros presenciais de
formação de professores e de gestores, foi colocado em prática o chamado
“Letramento Digital”, proporcionando aos professores conquistar habilidades
para usar as novas tecnologias e, assim, estarem preparados para a nova
realidade.

“Preparar e dar aulas pelo computador para alunos que estão em casa é uma
tarefa difícil, com obstáculos que vão desde a falta de familiaridade com os
meios eletrônicos à disponibilidade de equipamentos ou de rede de
internet”, afirma Uilson Paiva, gerente de Responsabilidade Social e Relações
com a Comunidade da Klabin. “Com essa necessidade colocada como urgente
na pandemia, o programa está contribuindo para acelerar a formação dos
professores para algo que já era desejável.”

A primeira tarefa foi agir na sensibilização e estruturação dos três municípios
para proporcionar os recursos e os equipamentos necessários. Depois, a
criação e a aplicação de um cronograma de encontros com aulas
personalizadas, considerando a realidade dos profissionais de cada escola. E
a terceira fase foi retomar o cronograma de 2020 do
Klabin Semeando Educação, reformulado para uma dinâmica de ensino
remoto.

O Letramento teve quatro encontros online, de uma hora cada. Foram
criados três roteiros de estudos, dedicados ao mundo digital, com duração
estimada de quatro horas cada um. Os profissionais receberam um passo a
passo para a introdução completa nas novas tecnologias. Por exemplo,
como organizar reuniões virtuais e usar novos softwares de redação, cálculo e
de apresentações. Realizados os primeiros encontros, os professores têm a
oportunidade de estudar e se reunir virtualmente para discutir novas formas de
realizar aulas, exercícios e atividades, dinâmicas diferentes para manter a
aprendizagem, sempre pensando nas diferentes realidades e necessidades
dos alunos.

Para Sandra Regina Ribeiro, professora do 5º ano da Escola Municipal do
Campo Santos Dumont, em Telêmaco Borba, participar do treinamento das
ferramentas digitais também foi uma forma de renovar a motivação no trabalho.
“O Klabin Semeando me ajudou a pensar em maneiras de deixar o
aprendizado mais leve, mais familiar para as crianças. Meus alunos são, em
maioria, de zona rural. Para ensinar tabelas e gráficos, por exemplo, eu fiz todo
um trabalho pedindo para eles me mostrarem as hortas que tinham em casa,
fazendo um diário do que eles estavam comendo. Para ensinar medidas e
frações, eu os incentivei a fazer receitas com a família. E ter a oportunidade de
falar sobre isso nos encontros à distância é, também, uma forma de me manter
motivada no trabalho.”

Base Nacional Comum Curricular

O Letramento Digital ajudou no cumprimento de uma diretriz que era
aconselhável e, com essa nova realidade, se tornou obrigatória. Em 2017, a
Base Nacional Comum Curricular foi revisada e as escolas receberam uma
série de metas que precisavam ser cumpridas, dentre elas, a Cultura Digital. O
MEC espera que a nova didática escolar trabalhe a cultura digital na rotina do
processo de ensino e aprendizagem e, com o atual cenário, a recomendação
se tornou uma condição para a continuidade.